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Índice

Olá,

obrigada por visitar meu espaço e apreciar minhas letras. Os comentários e compartilhamentos são muito bem vindos e você pode entrar em contato pelo email nogueira.the@gmail.com

No intuito de organizar uma leitura mais prática dos textos, decidi agrupá-los nas páginas abaixo.

Clicando em cada link, você é direcionado a outra página com os links para os textos do gênero que você escolheu.

Boa leitura e volte sempre!

Cordéis
Histórias
Crônicas Maternas
∆ Sertanidades
∆ Ser Mulher
∆ Ser Espírito
∆ Minúsculas Partículas
∆ O que a tristeza escreveu
Cantigas
Humor


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O Reino das Borboletas Perfeitas

Por Kleidianne Nogueira

Era uma vez, e ainda é, um reino chamado Perfeição, lar da Perfeita, lagarta que tudo cria. A Perfeita era preenchida por um amor perfeito e infinito. Em determinada era, a Lagarta quis dividir esse amor que a preenchia com seres diferentes dela. Assim surgiram as borboletas. Belas, delicadas, capazes de voar livremente, mas atormentadas por um desejo insaciável de serem perfeitas como a Perfeita é.

Para que as borboletas viessem a existir de fato, era necessário que a Perfeita cuspisse pequenos casulos temporariamente sobre a Terra Imperfeita. Esses casulos se abriam ao toque suave de uma brisa vinda da própria Lagarta. Como um presente para que se lembrassem de seu amor por elas durante o exílio, a Perfeita escreveu-lhes uma carta contendo a descrição de si, das borboletas perfeitas e instruções para que encontrassem o caminho do Reino da Perfeição.

A carta ficou extensa e complexa como a perfeição. Por isso, quando a Perfeita estava encerrando sua escrita…

Argumentos infantis

Por Kleidianne Nogueira

Não que eu discorde de que mães corujas sejam fontes questionáveis para se obter informações sobre a capacidade intelectual das próprias crias, mas vocês tem que acreditar quando falo que a capacidade argumentativa da Luiza é fogo (pra não usar um palavrão). Confesso que, liderar crianças tão expontaneas tem sido um desafio surpreendente e enriquecedor.

Na primeira ocasião em que fui marcada pela argumentação persuasiva da minha filha, Luiza tinha apenas 2 anos e meio e estávamos a caminho da apresentação de Natal da creche numa noite quente de dezembro. Informada previamente pelas tias de que haveria venda de lanches no local e induzida a pedir que os pais comprassem, ela falou que queria bolo quando chegasse lá. Na época ela fazia dieta restritiva para leite e ovos, então minha resposta foi não. Ela simplesmente fechou os olhos, uniu as mãozinhas em frente do seu corpo e fez a seguinte oração:

- Papai do Céu, quero bolo. Em nome de Jesus, amém!

Quem duvida de…

Cordel da Psicologia

Cordel escrito com muito carinho para a página da querida amiga e psicóloga, Jesanni Viana.

Por Kleidianne Nogueira

Em tempos de correria
De estresse e competição
Vem a psicologia
Segurar a nossa mão.

Ela não resolve tudo
Mas aponta um caminho
Com um psicólogo astuto
Reflito, organizo e luto
Bem melhor que andar sozinho.

Antes de seguir o cordel
Quero me apresentar
Não estou aqui ao léu
O que quero é te ajudar

Jesanni é o meu nome
Meu sobrenome é Psicologia
Humanista até o tutano
Acredito que o ser humano
Tem em sim tudo o que precisa

Meu papel é te guiar
Pela estrada para dentro
Se você se entregar
Mais eficaz é o tratamento

O terapeuta humanista
Vê o ser humano inteiro
É profundo analista
Persegue tudo que é pista
Mas sabe que toda conquista
Depende do próprio sujeito

Deixo aqui o meu recado
Para quem está a sofrer
Deixe-se ser ajudado
Não adie esse cuidado
Psicólogo é preparado
Pra cuidar bem de você.

A lenda do parque - Parte 6

Por Kleidianne Nogueira
Quando terminei de tomar banho, tentei lançar a minha magia colorida mais uma vez, mas nada aconteceu. Entrei em casa e vi os meninos chorando, pedindo desculpa pra mamãe e prometendo que não iam mais fazer “isso”. Olhei pras minhas mãos e pensei “não vamos mesmo”. Até que ouvi a pior notícia que poderia ter ouvido naquele momento.
- Vão jantar e dormir! Se tivessem comportamento de gente iam pro parque hoje com a tia Aurora, mas viraram bicho! Uns cavalões desse tamanho…
  Os meninos me olharam pedindo socorro, um plano novo ou pelo menos uma explicação sobre o que a gente tinha vivido naquela tarde. Não pude oferecer nenhuma das opções. Entrei no quarto que dividia com tia Aurora e não saí nem para o jantar. Nunca mais mencionamos aquela aventura. Preferimos fingir que não aconteceu e esconder nossas dúvidas quanto à própria sanidade.
  Em poucos dias, fomos para a casa de nossa avó para celebrar o Natal. O principal assunto dos primos era o parque e como el…

A lenda do parque - Parte 5

Por Kleidianne Nogueira
- Ai, meu Deus! Olha isso!
  Das nossas mãos saíam feixes de luz e brilho colorido como nos desenhos animados. Da cor que era o algodão doce que cada um havia comido eram também as explosões de magia que saíam das nossas mãos. E nós ficamos abrindo e fechando as mãos algum tempo sem acreditar no que estava acontecendo.
- Uau! Que legal!
- Olha lá, o meu vai mais longe!
- E o meu tem mais brilho!
- Vamos jogar em cima das galinhas!
  Elas não tiveram mais sossego naquela tarde. Corríamos atrás delas apontando as palmas das mãos e enchendo o galinheiro de brilho e cores. Enquanto corria, esbarrei no Lucas e percebi que a roupa dele estava tão colorida quanto a estranha que havia nos presenteado com aquela mágica. Só então olhei para a minha própria roupa e me vi uma miniatura da mulher colorida. Voltei a correr atrás das galinhas e vi o Felipe saindo do galinheiro com o Lucas.
- Olha, Lucas! Vou pintar o pé de caju de amarelo!
- Eu vou pintar a pia de azul!
  Pi…

A lenda do parque - Parte 4

Por Kleidianne Nogueira
Como o quintal tinha apenas uma cerca, passamos por ela e chegamos aos fundos sem entrar em casa e levantar questionamentos sobre a origem daquele algodão doce. Intuindo o que iria acontecer e completamente envolvidos pelas palavras da mulher colorida, nos sentamos em círculo no chão do galinheiro. Coloquei o papel no centro com uma pedra sobre ele.
  Abrimos os saquinhos em silêncio e começamos a comer devagar. A gente se olhava imaginando mil desfechos para aquele momento. O silêncio só era quebrado quando alguma galinha vinha pra cima da gente e era preciso expulsar. Até que ouvi a primeira gargalhada.
- Ha, ha, ha… isso faz cócegas!
- Isso o que, Igor?
- O algodão doce... ha, ha, ha, ha…. Está fazendo cócegas por dentro…
  Depois foi a vez do Felipe, e em seguida o Lucas. Quanto mais comiam, mais sorriam.
- Eu não estou sentindo cócegas nenhuma. Sem cócegas… ai, não! Minha barriga tá coçando. Coçando muito!
- Parece que a Maria das Alergias tem alergia a a…