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Minúsculas Partículas (2)

Por Kleidianne Nogueira


📚 Carregando Pedras

Quando o mundo está desabando
o menor grão de areia tem o peso de mil blocos de mármore.
Mas as lágrimas...
Essas não tem peso algum.
Elas caem, caem, caem, caem... e nada se move!

📚 Aqui


Cá no cantinho do peito
trago um pedacinho de carne que pulsa.
Onde antes cabia o mundo inteiro
e hoje não cabe um tantinho da minha culpa.

📚 Suflê

De tão sofrida, a vida virou suflê:
tem receita pequena
nome bonito
e pouca gente sabe fazer.

📚 Nada Mais

Se é pra doer
que doa logo
arranque tudo
e leve a minha paz.
Que eu sei que dor grande
desemboca em alívio imenso
nada mais.

📚 Meio Assim

A tristeza escondida no nariz do palhaço
borrou a maquiagem
e sujou o espetáculo.

📚 Fase difícil

Aprendi que a fase ruim que pensei existir
na verdade não era fase.
É que a vida é toda trabalhada na dificuldade.







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Por Kleidianne Nogueira 


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Que tão cedo se casou 
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Já Maria Alegria 
Vivia a se mostrar
Namorava quem queria
Era tanta festa que ia
Que não dá nem pra contar

Um dia sua alegria
Transformou-se em pavor
E Maria, quem diria?
Sumiu com um tal doutor

Vivia tão diferente
Se afastou de tanta gente
Perdeu um dente da frente
E a irmã desconfiou

Acontece que Joana 
Já vivia em confusão
Pois o tal do bom marido
Era só decepção

Logo na lua de Mel
Deu-lhe um chute na canela
Não satisfeito o rapaz
Desdenhou do corpo dela

E entre tapas e gritos
Joana enfim despertou
Daquele inferno maldito
Com coragem se livrou

Foi atrás de seus direitos
Com a polícia retornou
Não deixou que o tapa virasse
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D…

Te agradecer

Por Kleidianne Nogueira



Óh, vem fazer morada neste pobre coração
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O Reino das Borboletas Perfeitas

Por Kleidianne Nogueira

Era uma vez, e ainda é, um reino chamado Perfeição, lar da Perfeita, lagarta que tudo cria. A Perfeita era preenchida por um amor perfeito e infinito. Em determinada era, a Lagarta quis dividir esse amor que a preenchia com seres diferentes dela. Assim surgiram as borboletas. Belas, delicadas, capazes de voar livremente, mas atormentadas por um desejo insaciável de serem perfeitas como a Perfeita é.

Para que as borboletas viessem a existir de fato, era necessário que a Perfeita cuspisse pequenos casulos temporariamente sobre a Terra Imperfeita. Esses casulos se abriam ao toque suave de uma brisa vinda da própria Lagarta. Como um presente para que se lembrassem de seu amor por elas durante o exílio, a Perfeita escreveu-lhes uma carta contendo a descrição de si, das borboletas perfeitas e instruções para que encontrassem o caminho do Reino da Perfeição.

A carta ficou extensa e complexa como a perfeição. Por isso, quando a Perfeita estava encerrando sua escrita…