quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Cordel das irmãs sem sorte

Por Kleidianne Nogueira 



Duas histórias distintas
De irmãs de mesma sina
Duas moças bonitas
Que a vida maltratou

Joana desavisada 
Que tão cedo se casou 
Com seu João Agressildo 
Que a chamava de amor

Já Maria Alegria 
Vivia a se mostrar
Namorava quem queria
Era tanta festa que ia
Que não dá nem pra contar

Um dia sua alegria
Transformou-se em pavor
E Maria, quem diria?
Sumiu com um tal doutor

Vivia tão diferente
Se afastou de tanta gente
Perdeu um dente da frente
E a irmã desconfiou

Acontece que Joana 
Já vivia em confusão
Pois o tal do bom marido
Era só decepção

Logo na lua de Mel
Deu-lhe um chute na canela
Não satisfeito o rapaz
Desdenhou do corpo dela

E entre tapas e gritos
Joana enfim despertou
Daquele inferno maldito
Com coragem se livrou

Foi atrás de seus direitos
Com a polícia retornou
Não deixou que o tapa virasse
Uma agressão que a matasse
Ela mesma se amou

Depois disso então Joana
Quis saber da irmã Maria 
Que histórias escondia
O namoro com o doutor

Descobriu que a irmã vivia
Bem maior desilusão
Que o homem se sentia
Dono da situação

Em todo canto que ia
Ciúme era campeão 
Toda roupa que vestia
O homem dizia não

Se por acaso um amigo
Sequer sorrisse pra ela
O homem enfurecido
Puxava o cabelo dela

Depois de muita ameaça
Quis Maria se matar
Achava que onde estivesse
O homem ia lhe encontrar

Eis Joana e Maria
Desejosas de amor 
E a violência dos homens
Esse sonho lhes tirou

Tanto faz se é meio santa, 
Festeira ou reservada.
Adote sempre o respeito
Ao lidar com a mulherada.

Nenhum tapa, nenhum grito
Não aceitamos puxões
Violência com as amigas
Nem pensar, seus bobalhões.

Ciúmes exagerados
Não confunda com paixão 
Agredir é canalhisse 
Acorda, meu irmão!

















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