quarta-feira, 8 de março de 2017

Girassol

Olá, queridos!

Neste Dia Internacional da Mulher, escolhi homenagear a todas nós através de uma poetisa e grande amiga que Deus me permitiu acompanhar através das redes sociais: Ludmila Clio, do blog Copo de Letras

Conheci o trabalho da escritora Ludmila Clio pelo Instagram num momento de enorme fragilidade e comecei a comentar nas postagens com as quais me identificava. Minha intenção era somente comunicar a ela que havia cumprido sua missão e tocado mais uma alma com aquelas palavras tão carregadas de sentimentos. Minha surpresa foi receber de volta sua preocupação legítima comigo.

Nossa amizade me permitiu voltar a escrever e este poema nasceu apenas para retribuir o carinho que dela recebo. Um poema-flor, como a Lud o chamou.  

Espero que gostem.

Por Kleidianne Nogueira

Foto do acervo pessoal da escritora Ludmila Clio.
Girassol
Para Ludmila Clio

É cada palavra que seu olhar me diz.
Cada medo adolescente escondido nessa pose de mulher...
Mas o medo não lhe paralisa.
Você tenta, tenta, tenta e tenta.
E consegue!
Mas comemora a batalha. Orgulha-se por ser Guerreira, não vencedora. Sede o pódio a quem se ilude com ele.
E vive de arte.
Não é teu capital, é teu oxigênio. Sobrevive o corpo nesse mundo de bater ponto, mas a alma sobrepuja. É saciada por palavras e melodias que a enlaçam dia e noite.
E quanto amor sua existência exala!
Quanto ouvir e se importar cabe em tão pequenina porção de gente. Quantas vidas abraçadas por suas palavras. Quanta ternura emana daquela que faz o sol girar.
Gira o sol? Gira sim!
Gira e inflama sua pele tatuada de flores e música. Deixa toda a existência febríssima e sorri.
És amada, flor, girassol.

terça-feira, 7 de março de 2017

A mãe que não ama.

Oi, gente boa!

O tema do texto de hoje é muito delicado: a depressão pós-parto e a nossa tendência a julgamentos e condenações. Senti a necessidade de falar sobre esse tema após viver a depressão pós-parto e sentir na pele como é uma condição difícil de viver, de explicar, de conviver... enfim, difícil. 

Como se não bastasse sofrer o próprio transtorno, ouvimos todo tipo de comentário condenatório. Algumas pessoas não sabiam que eu estava em tratamento e falavam sobre outras mães com o mesmo problema de forma muito direta condenando-as.

É preciso falar que esses julgamentos não ajudam de modo algum a mãe que sofre de depressão (muito pelo contrário). Esses julgamentos não ajudam em nada à pessoa que os emite. Então, vamos evitá-los, pois são ao mesmo tempo inúteis e destrutivos.

Um grande abraço bem apertado em todas as mães que não amam. Eu entendo vocês. 


A mãe que não ama.
Por Kledianne Nogueira.

Ah, a mãe que não ama!
Que bicho estranho!
De que planeta ela veio?
Para onde vai eu sei. Todo mundo sabe.
A mãe que não ama vai direto pro inferno.
Como se já não vivesse nele.

São tantos dedos invisíveis apontados pra ela em todo o canto, que ela mesma se aponta. Se esconde. Camufla o desamor com um filtro do Instagram.

Ah, a mãe que não ama!
Que horror! Que falta de coração!
É desculpa esfarrapada.
É preguiça.
É egoísmo.
É invenção da pós modernidade.
É feitiço do demônio.

Ah, a mãe que não ama!
Que grande mal lhe fez o filho? Daqui do calmo mar da sanidade não consigo entender.

Ah! A mãe que não ama é uma criança assustada. Pega ela no colo. Passa remédio e assopra a ferida. Diz que vai ficar tudo bem e segura a mão dela.

Não é de julgamentos que ela precisa. Não é condenando que vamos ensinar a mãe que não ama a amar.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A carta convertida

Oi, amores!

Antes de mais nada, convido você que ainda não leu o texto A Carta a clicar no link e espiar o texto que antecedeu A Carta Convertida.

Como contei , esse é o tipo de texto que vem chegando na nossa mente sem que haja uma intenção nossa de desenvolver determinado tema. É a criatividade pura brincando com a gente. Quando terminei A Carta, logo me ocorreu A Carta Convertida, com trechos de músicas evangélicas.

Me diverti bastante escrevendo e gostaria muito que vocês se divertissem também.


A Carta Convertida
Por Kleidianne Nogueira


Eu posso te saudar
Com a paz do Senhor.

Estou no meu jardim, tranquei a porta e comecei a escrever esta carta. Não se espante com o que vou dizer.

Eu quis viver a minha vida sair por aí. Eu andei sem destino, perdi a razão. Oh! Quão cego eu andei!

Certo dia parei procurando encontrar resposta. Entrei no templo, dobrei os meus joelhos em fervente oração. Descobri a fé, minha vida floresceu. Eu encontrei Jesus, que mudou a minha história.

Desde então, quando eu preciso, chamo por ele. Ele me ouve e fala comigo como um pastor. Como um farol que brilha à noite, sua palavra é luz para o meu caminho. E não ando sozinho. Não estou sozinho pois Deus cuida de mim.

Meus pecados foram tantos, mas não foi por eu querer. Hoje, quero aprender com meus erros e não mais cometê-los. Pois Jesus Cristo mudou meu viver.

Arranjei um emprego. Jesus abriu a porta para mim. E se é Deus quem abre a porta, ninguém pode fechar.

Mudo pra casa nova amanhã. Vem pra inauguração da segunda casa, será maior que a da primeira. Só vai ser alegria. Festa de crente é diferente. Festa de crente não tem hora pra acabar.

Eu sinto tanta saudade de conversar contigo. Vem e vê o que nos fez o rei dos reis. Entra na minha casa. Segura na mão de Deus e vem.

A gente faz um churrasco com muito louvor. A churrasqueira nova é 500 graus de puro fogo e depois a sobremesa sempre tem sabor de mel.

E se dentro do peito o coração tá disparado ao ler esta carta, mostra que foi bom conhecer você. Adeus, eu me despeço pois a qualquer hora tenho que partir.

P.s.: Lembra daquele dinheiro que te emprestei? Restitui. Eu quero de volta o que é meu. Para nossa alegria.


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