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A construção do eu mãe

Por Kleidianne Nogueira.


* Padecer longe do paraíso sugerido em verso antigo parece-me ser de fato a sina da maternidade. Mas como não amar os sorrisinhos de quem nos condenou?

*Então é verdade que você é uma parte da minha história, mas não a extensão dela. Inúmeros caminhos aguardam que você escolha trilhá-los. Sem mim. Que Deus te conserve decidida a me dar as costas e aceitar os desafios da vida com tanta ousadia quanto hoje. E que Ele me conceda graça suficiente para aceitar que você não é minha. - Pois hoje ela deu o primeiro passo firme na longa jornada da independência.

*Sou obrigada a concordar com tantos clichês sobre maternidade que perdi a conta. Sim, o amor de mãe é inexplicável, incomparável. E mesmo quando o meu sangue ferve ao descobrir alguma malcriação, ou quando choro de cansaço e desespero, ainda transbordo amor. Amor que não nasceu da noite pro dia, mas vem preenchendo todas as minhas noites e dias. Amor que me transforma, que transforma a minha concepção de mundo. Amor que eu quero sentir pra sempre. Eu que sou tão volúvel, fui achada pelo desejo de alcançar algo eterno.

*Quando, deitadas, ela envolve meu pescoço com seu pequeno braço e sinto sua respiração quente em minha face, é como se as guerras tivessem cessado dentro e fora de mim. Encontro abrigo no acalanto de uma criança que não sabe a influência que exercem​ suas mãozinhas dançando em meus cabelos. Mais uma vez aceito que não poderia ocupar-me de outra tarefa que não a vigília de seus primeiros passos. O que há lá fora a ser por mim conquistado que seja mais valioso do que estar dentro deste abraço? A quais desejos mais nobres satisfaria que os dela? Que eu seja absolvida da culpa de não ser seduzida pela independência de minhas irmãs e que eu continue cabendo nesse acalanto até que seja a hora de trocar a vigília pelo impulso de seus voos.

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A carta convertida

Oi, amores!

Antes de mais nada, convido você que ainda não leu o texto A Carta a clicar no link e espiar o texto que antecedeu A Carta Convertida.

Como contei , esse é o tipo de texto que vem chegando na nossa mente sem que haja uma intenção nossa de desenvolver determinado tema. É a criatividade pura brincando com a gente. Quando terminei A Carta, logo me ocorreu A Carta Convertida, com trechos de músicas evangélicas.

Me diverti bastante escrevendo e gostaria muito que vocês se divertissem também.


A Carta Convertida
Por Kleidianne Nogueira


Eu posso te saudar
Com a paz do Senhor.

Estou no meu jardim, tranquei a porta e comecei a escrever esta carta. Não se espante com o que vou dizer.

Eu quis viver a minha vida sair por aí. Eu andei sem destino, perdi a razão. Oh! Quão cego eu andei!

Certo dia parei procurando encontrar resposta. Entrei no templo, dobrei os meus joelhos em fervente oração. Descobri a fé, minha vida floresceu. Eu encontrei Jesus, que mudou a minha história.

Desde então…

A mãe que não ama.

Oi, gente boa!
O tema do texto de hoje é muito delicado: a depressão pós-parto e a nossa tendência a julgamentos e condenações. Senti a necessidade de falar sobre esse tema após viver a depressão pós-parto e sentir na pele como é uma condição difícil de viver, de explicar, de conviver... enfim, difícil. 
Como se não bastasse sofrer o próprio transtorno, ouvimos todo tipo de comentário condenatório. Algumas pessoas não sabiam que eu estava em tratamento e falavam sobre outras mães com o mesmo problema de forma muito direta condenando-as.
É preciso falar que esses julgamentos não ajudam de modo algum a mãe que sofre de depressão (muito pelo contrário). Esses julgamentos não ajudam em nada à pessoa que os emite. Então, vamos evitá-los, pois são ao mesmo tempo inúteis e destrutivos.
Um grande abraço bem apertado em todas as mães que não amam. Eu entendo vocês. 

A mãe que não ama.
Por Kledianne Nogueira.

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Que bicho estranho!
De que planeta ela veio?
Para onde vai eu se…

Síndrome da Mulher Dividida

Por Kleidianne Nogueira



Tenho uma mente moderna e um coração antigo. O resto do corpo está perdido no tempo.

Disponho-me a alcançar a lua e meu intelecto projeta os caminhos, mas meu coração prefere ficar em casa cosendo e cozinhando.

Se pelo menos eu soubesse coser... Se não doesse tanto ir à lua... Seria mais fácil decidir se quero cama ou rua.