quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Minha jornada em Eva

Fonte da imagem: Pexels


Por Kleidianne Nogueira

Sou a primeira Eva, a bela do jardim. Moldada por mãos amorosas, não poderia sentir nada por mim mesma além de amor. Muito amor!


Sou uma adulta recém nascida e isso me traz algumas vantagens emocionais. Não ouvi palavras de condenação enquanto o meu caráter era formado. Não conduzi a percepção de mim mesma a partir de avaliações negativas. Não me envolvi em relações impregnadas de mágoa. Não tive uma educação baseada no medo. Nem religião eu tenho.

Apenas senti um toque suave de amor moldar-me e o reflexo que vejo flutuar pelas águas cristalinas do Éden me parece perfeito. Único.

Estou pronta para cumprir minha missão aqui e agora. Se não me preocupa o passado, muito menos me preocupa o futuro. Deus - meu criador e de tudo o que existe - tem o futuro nas mãos. Estou em paz. 

Óh, sim! Você conhece toda a minha história. Logo a calmaria se desfez. Sem passado e sem futuro a me prender, seduziu-me a possibilidade de uma dose extra de adrenalina. Recebi instruções simples sobre a vida e as negligenciei na primeira oportunidade que tive.

Então eu vi um passado. Eu ouvi vozes de condenação. O corpo que me enchia de amor agora era a minha vergonha, um fardo a esconder. O homem a quem admirava tornou-se um estranho, um adversário até. Senti culpa, vergonha, raiva, repulsa, medo. Eu fugi e me escondi. Senti-me incapaz de restaurar a paz que circundou os primeiros atos de minha existência.

Então o Criador me chamou de volta e, ao ouvir sua doce voz, cada fibra do meu ser desejava a morte. Eu havia falhado em seguir instruções simples e agora estava envergonhada diante de quem tão amorosamente me criou. Afundada na sujeira que brotava do meu ego.

Deus me chamou de volta e ao invés da morte, me deu uma nova chance de viver em paz. Derramou seu próprio sangue para que eu pudesse voltar ao jardim e à missão que Ele havia traçado para mim. Sendo imortal, suportou o que meu frágil ser não suportaria.

E hoje, com muita gratidão, busco ser novamente aquela Eva. A que não se comparava com ninguém; que valorizava a própria forma; que era grata por ser única e por ser a expressão do amor de Deus. A Eva que não se preocupava em demasia com o futuro, com o sustento ou com o que vestir.

E embora siga negligenciando com frequência os ensinamentos de Deus, por sua misericórdia, ouço a mesma doce voz a me chamar. Então Ele me cobre de amor e perdão. E a minha vida faz sentido novamente.

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